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Tratamentos da coluna

Bloqueios (Infiltrações): para quem é indicado e como funciona o procedimento

Os bloqueios são aplicações de medicações em pontos específicos da coluna para alívio da dor e inflamação.

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Visão Geral

Quando os bloqueios são utilizados?

Os bloqueios, também chamados de infiltrações na coluna, consistem na aplicação de medicações diretamente ou próximo dos pontos onde o paciente apresenta dor ou inflamação. O objetivo principal é interromper a transmissão do sinal doloroso e reduzir o processo inflamatório local, proporcionando alívio significativo dos sintomas.

São indicados para pacientes com dores decorrentes de degeneração nos discos intervertebrais e articulações facetárias, hérnias de disco (lombares e cervicais), estenoses do canal vertebral, lombalgias crônicas e processos inflamatórios articulares da coluna. Em muitos casos, o bloqueio é parte de um plano terapêutico mais amplo, que pode incluir fisioterapia e mudanças de hábitos.

Esses procedimentos são geralmente rápidos, com duração média inferior a 30 minutos. São realizados com sedação leve, em ambiente hospitalar e com auxílio de radioscopia (fluoroscopia), que permite ao médico visualizar em tempo real a posição exata da agulha. Na maioria dos casos, o paciente recebe alta no mesmo dia, podendo retomar atividades leves em poucos dias.

Os bloqueios também podem ter função diagnóstica: ao aplicar a medicação em uma estrutura específica e observar se há alívio da dor, o médico consegue confirmar qual é a origem exata do problema. Essa informação é valiosa para definir a melhor estratégia de tratamento a longo prazo.

Técnicas

Tipos de bloqueio mais utilizados

Existem diferentes técnicas de bloqueio, e a escolha depende da localização e da causa da dor. Os tipos mais frequentemente utilizados na prática clínica são:

Bloqueio epidural

A medicação é aplicada no espaço epidural, que envolve a medula espinhal e as raízes nervosas. É frequentemente indicado em casos de hérnias de disco e estenoses do canal vertebral, quando há compressão de estruturas nervosas gerando dor irradiada para membros inferiores ou superiores.

Bloqueio facetário

Direcionado às articulações facetárias da coluna, que são pequenas articulações localizadas na parte posterior das vértebras. O desgaste dessas articulações (artropatia facetária) é uma causa comum de dor lombar e cervical, especialmente em pacientes acima de 50 anos. A infiltração local reduz a inflamação articular e alivia a dor.

Bloqueio transforaminal

Nesta técnica, a medicação é aplicada diretamente no forame intervertebral, que é a abertura por onde a raiz nervosa sai da coluna. É uma abordagem mais seletiva, utilizada quando se deseja atingir uma raiz nervosa específica, sendo útil tanto para tratamento quanto para diagnóstico preciso da origem da dor.

Rizotomia (denervação por radiofrequência)

A rizotomia utiliza radiofrequência para interromper a condução do sinal doloroso nos nervos que inervam as articulações facetárias. É indicada principalmente quando os bloqueios facetários proporcionam alívio temporário da dor, confirmando que a origem do problema está nessas articulações. O efeito da rizotomia tende a ser mais prolongado do que o das infiltrações convencionais.

Orientações

O que esperar antes e depois do procedimento

Preparo

Antes do bloqueio, o médico solicitará exames de imagem atualizados (ressonância magnética ou tomografia) e, em alguns casos, exames laboratoriais. É importante informar todos os medicamentos em uso, especialmente anticoagulantes e anti-inflamatórios, que podem precisar ser suspensos temporariamente. O jejum geralmente é necessário por algumas horas antes do procedimento.

No dia do procedimento

O paciente é recebido no centro cirúrgico ou sala de procedimentos, onde recebe sedação leve para conforto. Com o auxílio de radioscopia, o médico posiciona a agulha no local exato e aplica a medicação. O procedimento costuma durar entre 15 e 30 minutos. Após a aplicação, o paciente permanece em observação por um período curto antes de receber alta.

Recuperação

O alívio da dor pode ser percebido nas primeiras horas ou ao longo dos dias seguintes, dependendo do tipo de bloqueio realizado. É comum que o médico oriente repouso relativo nas primeiras 24 a 48 horas. Atividades físicas intensas devem ser evitadas conforme orientação individualizada. O retorno para reavaliação é agendado para acompanhar a resposta ao tratamento e definir os próximos passos.

Perguntas frequentes

Dúvidas frequentes

O bloqueio dói?

O procedimento é realizado com sedação leve, o que minimiza significativamente o desconforto. A maioria dos pacientes relata pouca ou nenhuma dor durante a aplicação. Após o efeito da sedação, pode haver um leve desconforto no local da punção, que tende a desaparecer em poucos dias.

Quantas sessões são necessárias?

O número de sessões varia conforme a condição tratada e a resposta individual de cada paciente. Em alguns casos, uma única aplicação é suficiente para proporcionar alívio duradouro. Em outros, pode ser necessário repetir o procedimento após algumas semanas. O médico define o plano de tratamento com base na evolução clínica.

O bloqueio substitui a cirurgia?

Nem sempre. Os bloqueios são uma alternativa conservadora que pode evitar a necessidade de cirurgia em diversos casos, especialmente quando a dor é de origem inflamatória e responde bem à medicação. No entanto, em situações com compressão nervosa grave ou instabilidade da coluna, o tratamento cirúrgico pode ser a melhor opção. A decisão é sempre individualizada.

Quanto tempo dura o efeito do bloqueio?

A duração do efeito varia conforme o tipo de bloqueio e a condição do paciente. Infiltrações com corticosteroide podem proporcionar alívio por semanas a meses. Procedimentos como a rizotomia tendem a oferecer alívio mais prolongado. O acompanhamento médico regular é fundamental para avaliar a necessidade de novas intervenções.

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Se você convive com dor persistente, os bloqueios podem ser uma opção dentro de um plano terapêutico completo.

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