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Tratamentos da coluna

Artrodese de Coluna Cervical: indicação correta e recuperação orientada

A artrodese cervical é indicada em casos específicos, quando o tratamento conservador não trouxe o resultado esperado.

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Visão Geral

O que é a artrodese de coluna cervical?

A artrodese cervical é um procedimento cirúrgico que tem como objetivo promover a fusão entre duas ou mais vértebras da região cervical da coluna. Essa fusão elimina o movimento no segmento afetado, proporcionando estabilidade e aliviando a compressão sobre estruturas neurais como a medula espinhal e as raízes nervosas.

A coluna cervical é composta por sete vértebras (C1 a C7) e é responsável por sustentar a cabeça, permitir a movimentação do pescoço e proteger a medula espinhal nessa região. Quando há instabilidade, degeneração avançada ou compressão neural significativa, a artrodese pode ser o tratamento mais adequado para restaurar a função e aliviar os sintomas.

Normalmente a artrodese de coluna cervical é indicada para tratamento de estenose cervical, hérnia de disco cervical, mielopatia cervical, tumores ou fraturas que não responderam ao tratamento conservador. A decisão cirúrgica é sempre individualizada, levando em conta a gravidade dos sintomas, os achados nos exames de imagem e a resposta prévia a tratamentos não cirúrgicos.

Com frequência, o procedimento é realizado por via anterior, com uma pequena incisão na parte da frente do pescoço para acesso direto à coluna. Essa abordagem permite a remoção do disco doente e a colocação de um dispositivo (cage) que mantém o espaço entre as vértebras enquanto a fusão óssea ocorre ao longo das semanas e meses seguintes.

Indicações

Indicações mais comuns da artrodese cervical

A artrodese cervical pode ser indicada em diversas situações clínicas. Entre as mais frequentes, destacam-se:

Hérnia de disco cervical: quando o disco intervertebral se desloca e comprime a medula ou as raízes nervosas, causando dor no pescoço, nos braços, dormência ou perda de força. Se o tratamento conservador (medicação, fisioterapia) não apresenta melhora satisfatória, a cirurgia pode ser necessária para remover o disco herniado e estabilizar o segmento.

Estenose cervical e mielopatia: o estreitamento do canal vertebral na região cervical pode comprimir a medula espinhal, levando a um quadro chamado mielopatia cervical. Os sintomas incluem dificuldade para caminhar, perda de coordenação nas mãos, sensação de dormência nos membros e alterações no equilíbrio. A artrodese permite descomprimir a medula e evitar a progressão do quadro neurológico.

Tumores vertebrais: lesões tumorais que acometem as vértebras cervicais podem comprometer a estabilidade da coluna e comprimir estruturas neurais. A artrodese, nesses casos, pode ser realizada para reconstruir e estabilizar a coluna após a remoção do tumor.

Fraturas e traumas cervicais: fraturas instáveis ou luxações na coluna cervical decorrentes de traumas podem exigir artrodese para restabelecer o alinhamento e a estabilidade da coluna, protegendo a medula espinhal.

Procedimento

Como é o procedimento cirúrgico?

A artrodese cervical é realizada sob anestesia geral, com o paciente posicionado de forma adequada para o acesso cirúrgico planejado. A abordagem mais comum é a via anterior, na qual uma incisão é feita na parte da frente do pescoço, geralmente seguindo uma prega natural da pele para minimizar a cicatriz.

Por meio dessa incisão, o cirurgião acessa a coluna cervical afastando cuidadosamente as estruturas do pescoço (esôfago, traqueia e vasos sanguíneos). O disco intervertebral danificado é então removido, e a descompressão das estruturas neurais é realizada.

Em seguida, um dispositivo chamado cage (gaiola intersomática) é posicionado no espaço onde estava o disco. Esse dispositivo é preenchido com enxerto ósseo ou substituto ósseo para promover a fusão entre as vértebras ao longo do tempo. Uma placa de titânio com parafusos pode ser fixada na frente das vértebras para conferir estabilidade adicional durante o processo de consolidação.

Em alguns casos, a abordagem posterior (pela parte de trás do pescoço) pode ser necessária, especialmente quando há compressão em múltiplos níveis ou quando a anatomia do paciente favorece esse acesso. A escolha da técnica é sempre individualizada e discutida com o paciente antes da cirurgia.

O tempo cirúrgico varia conforme a complexidade e o número de níveis operados, mas em geral o procedimento dura algumas horas. A monitorização neurofisiológica intraoperatória pode ser utilizada para maior segurança durante a cirurgia.

Pós-operatório

Recuperação e reabilitação

A recuperação após a artrodese cervical varia de acordo com a extensão da cirurgia, o número de níveis operados e as condições clínicas do paciente. De modo geral, a internação hospitalar costuma ser de um a três dias.

Nas primeiras semanas, o paciente pode precisar utilizar um colar cervical para limitar os movimentos do pescoço e favorecer o processo de fusão óssea. O tipo de colar e o tempo de uso são definidos pelo cirurgião de acordo com cada caso.

O retorno às atividades do dia a dia acontece de forma gradual. Atividades leves podem ser retomadas em poucas semanas, enquanto atividades físicas mais intensas e o retorno ao trabalho que exija esforço físico podem levar de seis semanas a alguns meses. A fisioterapia é parte fundamental da reabilitação, auxiliando na recuperação da mobilidade, no fortalecimento muscular e na prevenção de complicações.

O acompanhamento pós-operatório inclui consultas regulares e exames de imagem para verificar a evolução da fusão óssea e o posicionamento dos implantes. Seguir as orientações médicas durante todo o período de recuperação é essencial para o melhor resultado possível.

FAQ

Dúvidas frequentes

A artrodese cervical limita os movimentos do pescoço?

A fusão de um ou dois níveis da coluna cervical geralmente não causa limitação significativa nos movimentos do pescoço no dia a dia. Os segmentos adjacentes compensam parcialmente a mobilidade perdida. Em artrodeses mais extensas, pode haver alguma restrição perceptível, que é discutida previamente com o paciente.

Quanto tempo leva para a fusão óssea se completar?

O processo de fusão óssea é gradual e pode levar de três a seis meses para se consolidar, em alguns casos até mais. Durante esse período, o acompanhamento com exames de imagem permite ao médico avaliar a progressão da fusão.

É possível praticar atividades físicas após a cirurgia?

Sim. Após a consolidação da fusão e com a devida liberação médica, a maioria dos pacientes pode retomar atividades físicas de forma progressiva. O tipo e a intensidade do exercício são orientados conforme a evolução individual de cada paciente.

A cirurgia resolve completamente a dor?

O objetivo principal da artrodese cervical é aliviar a compressão neural e estabilizar a coluna, o que na maioria dos casos resulta em melhora significativa dos sintomas. No entanto, o resultado depende de diversos fatores, como a gravidade e a duração dos sintomas antes da cirurgia, a presença de outras condições associadas e a adesão ao programa de reabilitação.

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